Psicologia

Psicóloga Responsável Eliana Alves Lima - CRP: 06/61706

Muitas pessoas, ainda hoje, não acreditam na eficácia desta ciência, mas é comprovado que aqueles que realmente estão dispostos a se engajarem em um processo terapêutico, conseguem excelentes resultados para sua vida. A psicoterapia tem a função de auxiliar a resolução de algumas dificuldades que sozinhas, por vezes, as pessoas não conseguem resultados favoraveis.É também um processo de autoconhecimento, promove um maior desenvolvimento da percepção que o indivíduo tem de si mesmo, de seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. O terapeuta tem a função de analisar os problemas relatados, a partir de um referencial teórico, a respeito do comportamento humano e de sua experiência clínica, e discutir junto com o paciente alternativas para alcançar as mudanças desejadas. Dentro da psicologia clinica, existem muitos referênciais teóricos, é através deles que os psicólogos interpretam e auxiliam seus pacientes.O Espaço Terapêutico disponibiliza psicólogas que atuam com as duas abordagens mais conhecidas, são elas:

Cognitivo-Comportamental:O terapeuta cognitivo-comportamental tem como foco o problema atual do paciente. Junto com ele o terapeuta fará uso de técnicas e estratégias cognitivo-comportamentais que visam a redução de sintomas. Neste tipo de terapia trabalha-se com a idéia de que o pensamento determina o sentimento (diante de uma situação), e este é responsável pelo comportamento emitido (ou não - fuga). Assim, nossos pensamentos influenciam nossos sentimentos e consequentemente nos comportaremos de uma forma ou de outra. Saiba mais sobre TCC em www.elianaalves.psc.br.

Psicanálise: Quem ja não ouviu falar de Freud? A psicanálise é oriunda dos estudos de Freud.O psicanalista solicita que o paciente traga a tona tudo o que lhe vem a consciência, experiências, angústias, desejos, sonhos, etc. A infância tem papel primordial neste tipo de terapia. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade, uma postura de não-julgamento, visando a criar um ambiente seguro.


Como é uma consulta com psicóloga?
O atendimento acontece, normalmente, uma vez por semana, com duração de cinquenta minutos cada sessão. Nos atendimentos às crianças (ludoterapia), em média, as duas primeiras sessões são realizadas com mãe/pai para coleta de dados (anamnese) e sem a presença da criança, que será atendida a partir da terceira sessão. O papel do psicólogo é o de fornecer subsídios para que o paciente saia do consultório apto a enfrentar as dificuldades em sua vida, desenvolver e praticar novas habilidades,  enfim, conseguir lidar adequadamente em seu meio familiar, social, profissional e/ou escolar, melhorando assim a qualidade de vida do paciente.


Quando devo procurar um psicólogo?
Recomenda-se procurar um psicólogo quando o indivíduo encontra-se diante de problemas e dificuldades que não está conseguindo resolver ou superar sozinho, como por exemplo, apresentar sintomas de qualquer perturbação psíquica, como medos irracionais, alteração de humor, insegurança, crises de pânico, depressão,separação, dificuldade para dizer não, infância complicada, agressividade, etc. Diante da perda um ente querido, ou diante de uma doença crônica ou incapacitante, quando há dificuldade em manter relacionamentos, fazer amizade, falar em público, sentir-se sozinho, etc. Também pode-se procurar atendimento psicológico com o objetivo de auto-conhecimento e valorização pessoal. Enfim, um psicólogo pode ajudar a resolver uma série de dificuldades, o único requisito é que tal dificuldade esteja incomodando o individuo e o mesmo esteja disposto a mudar.


Quanto tempo precisarei fazer psicoterapia?
É difícil precisar (e proibido pelo código de ética da psicologia) em quanto tempo a dificuldade que originou a busca da psicoterapia será resolvida, depende muito do tipo de problema a ser tratado e também da dedicação do paciente à terapia.


Em que a psicoterapia poderá ajudar?
E primeiro lugar a psicoterapia proporciona um olhar alternativo de se perceber, de perceber determinadas questões e formas de agir e se colocar diante da vida. Além disto, poderá haver melhora:
  • Auto-conhecimento: gerando o entendimento de determinadas reações e sentimentos diante de algumas situações;
  • Empatia: colocar-se no lugar do outro e a partir daí tentar compreender o modo de agir das outras pessoas sem ser pelo seu próprio parâmetro;
  • Aprender a dizer "não" sem sentir culpa;
  • Colocar-se em primeiro lugar - acredite isto não é egoísmo;
  • Superar medos: específicos (altura, animais, lugares fechados, etc), de relacionar-se, de dirigir, de errar, de se expor;
  • Melhorar a auto-estima: sentir-se mais seguro, confiante, aprender a tomar decisões sem se sentir aflito; escolher conviver com pessoas e ambientes que lhe façam bem e não o depreciem, etc;
  • Buscar alcançar objetivos ou desenvolvê-los caso os tenha "perdido";
  • Aprender a controlar ansiedade, medos, estresse, agressividade, reagir a depressão, a omissão, ao abandono;
  • Aprender a resignificar situações antigas, lidar com situações conflitantes ou traumáticas;
  • Superar situações de perda e dor: mortes, separação, declínio financeiro e social;
  • Superar vícios e hábitos destrutivos: compras excessivas, jogos, relacionamentos.
Enfim, mudar atitudes e hábitos que gerem sofrimento e dor. Aprender a crescer enquanto ser humano, sentir-se autoconfiante e seguro, e assim melhorar a qualidade dos relacionamentos conjugais, familiares, profissionais e sociais.


Qual a diferença entre psicólogo, psicoterapeuta, psicanalista, psiquiatra e terapeuta?
Psicólogo: é o profissional que faz até o último ano da faculdade de psicologia, este pode trabalhar em empresas (RH), hospitais, escolas, presídios, instituições, etc. Pode realizar treinamento, recrutamento, psicoterapia, ministrar aulas, etc.
Psicoterapeuta: é o psicólogo que aplica terapia, ou seja, o atendimento individual ou em grupo, em consultório, clinicas, e outros, visando o alívio do sofrimento emocional do paciente. É estabelecida uma "conversa qualificada" periódica para proporcionar melhora qualidade de vida do indivíduo que busca ajuda. Para isto são utilizadas várias técnicas psicoterápicas para alcançar os resultados almejados.
Psicanalista: é o psicólogo que aplica terapia, tendo como principal referêncial teórico Sigmund Freud (conhecido como pai da psicanálise). Todos os psicoterapeutas trabalham com o que chamamos de abordagem, ou seja, as interpretações e a forma de trabalho são baseadas nas idéias e formulações de teóricos como Freud (psicanálise), Jung (terapia analítica ou junguiana), Skinner (Terapia Cognitivo Comportamental ou TCC), reich (terapia reichiniana), gestalt terapia e muitos outros. É importante ressaltar que normalmente cada psicoterapeuta adota apenas um referêncial teórico para basear seu trabalho.
Psiquiatra: este profissional faz faculdade de medicina e especialização em psiquiatria. Quando necessário, o psicólogo ou outros profissionais da área de saúde, encaminham o paciente ao mesmo para que uma medicação seja receitada.
Terapeuta: estes profissionais podem ter várias formações, não necessariamente graduação universitária. Intitulam-se assim por fazer algum tipo de terapia, ou utilizar algum elemento como "terapêutico"  como por exemplo fitoterapia, florais, reflexologia, ioga, acunpuntura.
É importante esclarecer - Terapeuta não é o mesmo que Psicoterapeuta, este último fez a faculdade de psicologia, é psicólogo e está apto a aplicar psicoterapia.


Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja preparado para mudar novamente. Não aceite a verdade eterna. Experimente! (Skinner).



TEXTOS
 
Depois eu faço...

Compromissos, obrigações, prazos... muitos de nós tem dificuldade em cumprir prazos, mas algumas pessoas são mestres em deixar tudo para depois. O problema é que este "depois" nunca chega, e cada vez mais tarefas vão se acumulando, gerando mais adiamentos, pois o que era pouco para se "fazer depois", com o passar do tempo vai virando uma bola de afazeres interminados.
Mas o que será que está por trás de tantos adiamentos?
O ser humano tem muita tendência a fazer as coisas que trazem apenas satisfação imediata e, muitos dos nossos afazeres necessários para o bom andamento do trabalho, da casa e até das relações não trazem esta satisfação tão rapidamente, por isto também é tão difícil fazer regime, pois a satisfação (emagrecimento) ocorrerá a médio ou longo prazo, enquanto que ao comer o bolo, a batata frita, a pizza, imediatamente a satisfação ocorre.
A vida é feita de escolhas, logicamente, é muito mais fácil e prazeroso escolher sair, assistir televisão,ficar na internet do que fazer a manutenção da casa, por exemplo.
Adiar tudo aquilo que não nos é tão agradável é natural no ser humano, logo cedo as crianças querem adiar as tarefas de casa, estudar para as provas, então, nem se fala, isto sem contar os milhares de contribuintes que deixam a entrega da declaração de imposto de renda para o último dia, tudo que gera a sensação de compromisso, de tensão, e que nos tira dos momentos prazerosos, facilmente fica para trás.
É preciso aprender a enfrentar as situações, sejam elas desconfortáveis, desagradáveis ou trabalhosas, as pessoas que adiam tudo perdem a chance de sentir a satisfação que a conclusão de uma tarefa pode proporcionar. Adiar funciona como se "livrar" daquilo que não lhe é tão agradável, porém, não está resolvido e em algum momento o que foi "deixado para depois" terá que ser concluído.
O resultado desse "depois eu faço" é uma vida desorganizada,pois cada vez que se adia algo este algo não desaparece, está lá, só foi "encostado de lado", gerando tumultos e uma série de afazeres, o que contribui para que o sujeito sinta menos vontade ainda de realizar tudo aquilo que se acumulou.
Se você se identificou com este texto, tente refletir sobre como você não está enfrentado a vida, está fugindo daquilo que lhe gera desconforto, mas a vida não é só prazer e satisfação, então comece hoje por fazer uma lista das dez coisas mais adiadas por você,faça isto para a vida pessoal, para as tarefas da casa e para o trabalho, elenque por prioridade; coloque um prazo para que cada uma seja concluida;determine-se; seja consciente, assuma que tem dificuldade e não se permita deixar algo inacabado;por último se recompense cada vez que concluir uma tarefa, seja com sua comida predileta, com uma roupa nova ou um passeio, e ao final da conslusão da sua lista presentei-se com algo maior, uma viagem por exemplo.
Mudar é possível, basta começar hoje e não amanhã!


24 Toques para ser mais feliz - Roberto Shinyashik
01 - Seja ético.
A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 - Estude sempre e muito.
A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado,curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas.
Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia.
Casamento dá certo para quem não é dependente

07 - Tenha metas claras.
A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo.
Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor.
Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.
Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples.
Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso.
Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador.
Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação.
Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo.
Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores.
Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece.
Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um homem/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... E deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva!
A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor.
Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias.
Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe!
Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque!
O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual.
Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita Paz, Harmonia e Amor... sempre!


Crianças precisam de limites


Tem se tornado cada vez mais frequente, em consultório, a busca de ajuda psicoterapêutica para intervir em comportamentos infantis inadequados.Na prática clínica observa-se que cada vez mais os pais estão menos preparados para enfrentar crianças questionadoras, inteligentes e algumas vezes manipuladoras.
Por parte dos pais e/ou responsáveis é comum a fala de que as crianças "mudaram", "não são mais como antigamente"; cada vez que ouço esta afirmação, alerto que na verdade as crianças são as mesmas, é claro que mais estimuladas, informadas, consequentemente, mais inteligentes, e mais persistentes.
Na verdade a mudança vem ocorrendo por parte dos pais, que hoje em dia, passam longe daqueles modelos dos nossos pais e avós, do respeito e até de certa rigidez que existia antigamente.Não que seja preciso levar as crianças em cabrestos, entretanto, este modelo super liberal e permissivo me parece que está trazendo resultados catastróficos as gerações presentes e, arrisco dizer que o futuro da humanidade está a caminho do caos, casos esses conceitos e atitudes não sejam revistas.
Embora em nossa época de crianças não gostássemos do modo de educar de nossos pais e avós, conclui-se cada vez mais que aquele modo era o mais correto, basta observar as notícias de jornais antigos e as de hoje em dia, claro que haviam exceções - mas eram exceções, hoje os bons exemplos, a educação é que estão se tornando exceções.As pessoas eram mais educadas, cresciam sob limites dentro de casa, e assim aprendiam a conviver em sociedade, em sua maioria, de forma digna.Hoje o que vemos é um show de falta de limites, de pode tudo, e cada vez mais frequente pais com medo dos filhos.
Acredito que o referêncial tenha se perdido entre "o papel de pais" (educar, ensinar, coibir, impor) e o ser "amigo", ser "legal", houve uma migração extrema, transformando o modo de educar em um modo condescendente demais, muitas vezes, para compensar a ausência física, para remediar a culpa da ausência materna, do pouco tempo e da correria do dia a dia, em busca de um futuro melhor para estes que não estão sendo ensinados a valorizar.
Não é preciso gritar, nem tampouco agredir para educar as crianças, mas é preciso ter pulso, colocar regras e limites claros e bem definidos. Estabelecer para as crianças que eles podem uma porção de coisas, mas outras não; e a criança aceitará, desde que seja condicionada a isto. A criança tem por natureza testar limites e vai até onde os adultos permitem, por isto, quem deve mudar de atitude é o adulto, assim, consenquentemente a criança mudará seu comportamento, claro que dentro de uma família onde nenhum ou poucos limites foram colocados, haverá maior dificuldade e resistência em aceitar a mudança, pode ocorrer até uma piora inicial, mas com persistência é perfeitamente possível.
Ressalta-se que antes de criticar seus filho, veja o que você está ensinando à ele, mesmo que indiretamente e, se quer que eles mudem - mude você primeiro.
Vale lembrar que ouvir "nãos", não traumatiza ninguém, o que traumatiza é falta de amor, descaso, abandono. Ouvir "nãos" os preparará para a vida, os ensinará a lidar com frustração, a esperar e a respeitar os outros.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Violência e traumas: como a psicologia pode ajudar?

Nos últimos anos, a sociedade brasileira vem sendo apontada como uma das mais violentas do mundo. Hoje, o Brasil tem altos índices de violência envolvendo assaltos, sequestros, violência doméstica (praticada no próprio lar), violência física, verbal e psicológica contra a mulher (em geral, praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro), violência contra a criança e o adolescente, violência na escola (agressão, ameaças e homicídios envolvendo alunos e professores), violência no trânsito, etc.
Para confirmar os dados estatísticos referentes a violência na cidade de São Paulo, acesse: http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/indicadores.php?tema=14
Infelizmente, o noticiário mostra diariamente que a violência já faz parte do cotidiano dos brasileiros. Pessoas cometem atos de violência por diversas causas, razões, mas que não justificam seus atos. Diante dessa triste realidade, as pessoas inseridas nessa ‘realidade’ ficam traumatizadas e com medo, o que contribui para o surgimento de diversos sintomas:
· Trauma: experiência que traz sentimento de ameaça à integridade física ou mental por ultrapassar a possibilidade de defesa e reação;
· Depressão: tristeza, desânimo, passividade, dificuldade de relacionar-se, etc.;
· Fobia social: medo exagerado em relação a um objeto ou situação, e gera forte reação de ansiedade podendo chegar ao pânico;
· Pânicos: pensamento e sensação de perigo acompanhado por sintomas físicos como falta de ar, taquicardia, sudorese, ânsia, dores estomacais além de medo extremo, descontrole, etc.;
· Ansiedade: preocupação excessiva, irritabilidade, inquietação, fadiga, distúrbios do sono, etc.;

Para que o paciente possa superar estes e outros sintomas gerados pela situação de violência, é preciso em primeiro lugar, encará-la e então, nas sessões de Psicoterapia o paciente deve falar sobre sua realidade, seu sofrimento, suas angústias, medos, dificuldades, o que sente, o que pensa e dessa forma, abre-se uma porta para a consciência. Por meio de técnicas, o psicólogo ajuda o paciente a trilhar caminhos para enfrentar, superar e além disso, a sair da situação de violência a qual está inserido, melhorando o seu estilo de vida, sua relação com o mundo que o cerca e principalmente, consigo próprio (maior auto-estima, amadurecimento emocional e pessoal, autonomia, compreensão dos próprios limites, desenvolvimento de habilidades interpessoais, assertividade, resolução de conflitos, entre outros).

Por Adriana Moreno Ramirez – Psicóloga - CRP: 06/101987


Bullying



O Bullying é um tema que vem crescendo na mídia. Este termo é originário da lingua inglesa, para descrever "intimidação, ameaça", caracteriza-se por atos de violência física e verbal, que ocorre de forma intencional e repetida, praticada por um ou mais alunos, contra um ou vários colegas, com o propósito de humilhar o outro.
Geralmente a vítima de bulling é uma criança com baixa-autoestima, retraída e que tende a não reagir, por isto, tal atitude ganha força.
A colocação de apelidos, agressão verbal e/ou física, olhares ameaçadores, tomar lanche do outro sem permissão,isolar alunos novos ou "diferentes" são formas de bullying.
O bulling sempre existiu, porém, de forma mais velada. Hoje, muitas crianças estão completamente sem limites, as mães estão trabalhando fora, e foi criada uma crença de que a escola tem que dar conta de tudo.
A escola pode dar conta de muitos aspectos e orientar, porém o papel de educar é e sempre será dos pais. Muitos pais tentam passar toda a responsabilidade para a escola, mas o papel desta é ensinar leitura, escrita e outros conhecimentos, bom comportamento deveria ser aprendido em casa.
A falta de limites em casa, a ausência de consequências negativas, faz com que as crianças tentem reproduzir na escola, aquilo que fazem e muitas vezes veêm em casa. Por isto, é impossível a escola sozinha resolver o problema do bulling,é preciso a união de professores, coordenadores, diretores e principalmente dos pais para coibir tais atitudes.
Fazer com que estas crianças se coloquem no lugar dos outros, através de dinâmicas, teatros, palestras pode minimizar a tendência a este tipo de comportamento.
É evidente que sempre existirá na escola a colocação de apelidos pejorativos, o humilhador e o humilhado, porém, é preciso haver um limite entre um comportamento de brincadeira sarcástica (própria de algumas crianças) e violência, seja física ou psicológica.
Para os pais, cabe repensar seus papéis enquanto educadores e não apenas mantenedores dos filhos, impondo limites, não compensando a ausência física ou falta de paciência com permissões inadivertidas, além de observar o comportamento dos mesmos, pois a criança agressiva não é assim apenas na escola.

Por Eliana Alves Lima - Psicóloga


Crianças aprendem o que veêm

Se você não controla seus impulsos, sua agressividade, seus vícios, sua vida vida financeira e etc, provavelmente o seu filho também não o fará.Diga NÃO a pedidos fora de hora, imponha limites para seus filhos.Dizer NÃO, não deixa nenhuma criança traumatizada, o que traumatiza é falta de amor, de respeito, de controle e de orientação. Diga NÃO à seus filhos antes que seja tarde!Quem ama educa, quem ama coloca limites.Veja o vídeo abaixo, retirado em www.youtube.com, e observe se você não está cometendo o mesmo erro com seus filhos.




O vitiligo e a relação com o emocional

O vitiligo é um tipo de dermatose que caracteriza-se por uma despigmentação na cor da pele.De origem ainda não completamente conhecida, estudos apontam que vários fatores podem ser desencadeantes da doença, entre eles o fator emocional, traumas e queimaduras (inclusive solar).Alguns estudos apontam a presença de um grande estresse emocional ocorrido pouco antes do início da doença.Ainda hoje, é muito difícil e complexo determinar exatamente o fator desencadeante do vitiligo, mas a correlação estabelecida por alguns pacientes com estresse emocional é muito sugestiva. Segundo Al Abadie e col., o estresse aumenta os níveis de hormônios neuroendócrinos e de neurotransmissores autônomos, o que altera o sistema imune e ativa regiões específicas do cérebro ricas em neuropeptídeos, modificando os níveis destes e favorecendo sua liberação antidrômica na pele. Isso poderia responder pelo início do vitiligo em algumas pessoas.
As pessoas reagem as circuntâncias da vida de acordo com suas interpretações e crenças,seguindo este raciocínio, algumas não teriam mecanismos para lidar de forma adequada com o estresse e tantas outras emoções represadas e mal solucionadas ao longo da vida, gerando doenças (exceto as genéticas).
Por não representar grande ameaça física, nem tampouco sintomas que fisicamente "causem prejuízo" acaba por ser considerada "apenas" um problema estético.Há uma desvalorização do prejuízo causado ao lado emocional e psicológico quando da descoberta e manifestações desta doença. As pessoas são acometidas por uma grande ansiedade e medo por não conhecerem as reais dimensões desta doenças e pelo que ainda está por vir. Quando a despigmentação passa a ser mais evidentes, são tomadas também por um sentimento de vergonha, reações de evitações, limitações e por final ocorre um comprometimento da qualidade de vida do paciente.
Algumas pessoas quando se descobrem com vitiligo, muitas vezes, isolam-se, deixam de sair com os amigos, e em casos mais graves abandonam o trabalho,enfim, condenam-se a uma prisão domiciliar e evidentemente entram em depressão.E isto não é muito difícil de se compreender, pois, em um mundo onde a aparência física é muito valorizada e, não raras vezes, porta de entrada para promoções ou conquitas de um emprego melhor, realmente é muito difícil aceitar tais manifestações; isto sem falar no lado afetivo e nas relações amorosas.Indubitavelmente está doença compromete totalmente a auto-estima das pessoas.
Considerando estes fatores, torna-se indispensável o acompanhamento terapêutico do paciente com vitiligo, seja para conseguir lidar com as dificuldades desta nova realidade, seja para previnir uma potencial depressão ou ainda visando o melhor aproveitamento do tratamento.
Sejam quais forem as novas realidades que vida apresenta a cada ser humano, existe sempre uma forma menos catastrófica e mais realista de enfrentar as limitações da vida. Entretanto, é preciso aprender a aceitar e conviver com tais modificações e nem sempre é possível conseguir isto sem ajuda.

Por Eliana Alves Lima


Síndrome do pânico


A explicação cognitiva para o transtorno do pânico é de que não são os eventos reais que geram os sintomas do paciente, mas sim a interpretação do paciente sobre tais eventos é que leva a ansiedade, ou seja, o que a pessoa pensa sobre determinada situação é que vai desencadear uma série de reações. Isso acontece da seguinte forma: os sistemas biológicos são ativados quando o indivíduo interpreta os eventos internos ou externos incorretamente, ou seja, por alguma razão é despertado o sistema de alerta (luta-ou-fuga), o organismo procura riscos externamente, quando não os encontra começa a procurar no interior do corpo, dessa forma, pessoas com pânico interpretam de forma errada as sensações corporais normais. Quando o individuo interpreta a sensações corporais normais como perigosas, ocorre um circulo vicioso que pode levar a mais ansiedade e pânico subseqüente, pois a pessoa passa a prestar mais atenção em seus sinais fisiológicos, acredita que estão alterados, e conseqüentemente tais sinais vão aumentando. O paciente com pânico avalia o perigo em fatores externos e internos, sente apreensão e crê na catástrofe iminente, e então tem mais sintomas de ansiedade, um aumento na respiração, uma interpretação errônea e catastrófica dos sintomas fisiológicos e das situações de pânico que provocam a perpetuação da interpretação catastrófica e levam a mais dificuldades. Além disso, os indivíduos se tornam mais atentos a sintomas físicos que interpretam como evidência de desastres fisiológicos potenciais.Quando os ataques de pânico ocorrem, as pessoas tendem a desenvolver um sistema de evitação de sintomas ou de situações em que tiveram os ataques, isto é chamado de comportamento de segurança. Os comportamentos de segurança são definidos como evitação real de situações ou sintomas. A fuga quando os sintomas começam e os pensamentos ou comportamentos que o paciente usa, e que ele acredita ser a única razão para não ter havido uma catástrofe é o que acaba mantendo o transtorno.Na Terapia Cognitivo-Comportamental o paciente é ensinado a se distrair quando começar a ter as sensações físicas que tanto teme, são habilitados a desenvolver uma série de estratégias para impedir que se concentre nos sintomas e nas sensações que tem quando enfrentam uma situação que provoque ansiedade e que não possa evitar.O tratamento dos ataques de pânico envolve reduzir a superestimação de eventos desastrosos e corrigir as interpretações catastróficas sobre sensações corporais que os pacientes desenvolvem. Os pacientes aprendem que a razão para os seus sintomas é que eles interpretam um fenômeno fisiológico normal de forma incorreta. Pode-se comparar um alarme de carro que dispara na ausência de um ladrão, ao alarme que o corpo das pessoas emitem e que são interpretados de forma incorreta.Para os que pensam que transtorno do pânico "é frescura, maneira de chamar atenção", não é! É sim um transtorno complexo e incapacitante, por isso, diante dos primeiros sinais não hesite, procure ajuda especializada.

Por Eliana Alves Lima